sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Desvio de senso crítico.

Queria escrever sobre mim. Queria ser a narradora dos meus textos, o eu-lírico de cada palavra, mas não sei fazer isso. Talvez eu seja simples demais e não tenha nada a dizer. A verdade é que sou tantas que não consigo escolher qual ser. Tento agora, inutilmente, falar de mim.
Sabe, ela é meio louca. Vive falando sozinha, é exagerada, não entendo.
Ela é a mulher de um traficante, não, uma missionária evangélica. Pensando bem, acho que é uma garotinha inocente, ou seria uma cartomante?
Tentou ser tudo o que quiseram que ela fosse, fez caras e bocas, se pintou e saiu pro mundo.Ela é do mundo, e ele é dela. Cada canto esconde um sorriso e uma lágrima que ela riu.Todas as lembranças, todas as memórias, nada é mais real, ela vive delas. As paixões que teve, os amigos que pouco conheceu, foi tudo tão efêmero e pouco ficou. O amor que sentiu e os amigos que abraçou, guardou-os todos e com eles vive.
Ela não é muito normal, mas qual a graça de sê-lo?
Diria o Chico que Ela nunca será de ninguém porém eu não sei viver sem, e fim.

12 comentários:

Cláudio Neves disse...
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Thaís Bandeira disse...

Hei de concordar com o Cláudio Neves. Esse é, sem dúvidas, um dos teus melhores textos que já tive a oportunidade de ler. A criatividade está vindo no tempo certo, rendendo muitíssimo bem!
Estás de parabéns, mais uma vez!

WILLIAM ROCHA disse...

ME confundo todo com esses textos.. hsiahsuahsuha... naum sei qm eh qm.. enfim.. apesar das minhas teorias e perguntas sem respostar sobre a verdadeira identidade da personagem desses enredos, mais uma vez se superou... profundo, engraçado, cofuso, por isso, bonito.

Cláudio Neves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
William Thacker disse...

Palavras simples e belas, isto resume bem seus textos. Ou melhor, podemos dizer que a resume. Mesmo com toda esta pintura, o que há de mais belo esta por trás desta!
Como uma rosa vermelha que tem uma aparencia encantadora, mas o que possui de mais amável é seu perfume. Concordo plenamente na musica que lhe resume:"Ela faz cinema".
"...Quando ela mente,
Não sei se ela deveras sente..."

ESoundays disse...

rapaz quem sou eu pra falar em, os galera ai tudo com respaldo e eu um qualquer ;@, mais ela sabe o que faz, ;@@@@ confio no seu potencial ;@@@@

Anônimo disse...

Eu disse que vinha, não disse? ^_^

E gostei msm! ^_^

Eh lógico e ilógico, sendo real.
É bem real... Mas ainda não entendo o título.... (é demais pra minha pobre cabeça....)

Nunca lí nada seu, além do meio conto. XD Vc escreve bem! ^_^

Vow ler o resto!!!

Anônimo disse...

Ana, adorei! Ah, coincidentemente li teu texto ao som de 'Luiza', do Tom rsrs
E reforço a previsão do Cláudio com relação ao livro, Ana, tu é de um talento sensacional. Sabe que eu sou teu fã né?! Sra. Condessa, finalizo deixando 'minhas saudações e um beijo'

Cláudio Neves disse...
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Esdras Gomes disse...

As vezes meu pé no real é tão firme que me impede de divagar, sonhar. Mas a palavra as vezes no faz pensar nas multiplas possibilidades do que poderia ser este real. Usar as palavras sempre é um dom, pois faz com que o outro saia do seu momento e crie um desejo louco de compreender o dizes.
lindo texto.
esdras

Unknown disse...

Ana!!
Muito boniiito esse texto!!
Diferentemente desse povo aí... Eu não vou usar palavras bonitas e construções sintáticas complexas pra dizer que você escreve MUITO bem, amiga! Tem futuro, viu?!

Beijãaaaao!

Unknown disse...

Gabi...