Ansiedade.
É passado isso aqui, mas é que eu preciso registrar que tem uma vida minha de amores e amigos nos comentários desse blog, tanto quanto em tudo o que eu escrevi. Estou impressionada...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Van Gogh ou Il n'y a plus rien.
Vejo pedras no chão.Elas tentam me derrubar. Minhas mãos estão molhadas e borradas de preto, meu rosto encontra-se nelas, não sou capaz de gerar mais nenhuma expressão.Vejo pessoas falando, gritando, gemendo.Não as vejo nítidas, elas são apenas vultos.A luz amarela da rua me deixa tonta, estou vacilante e incerta em meu passo.O céu continua estrelado como se não se importasse com o horror do que vê. Há mulheres sujas nos cantos, homens bêbados nas esquinas e há Eu.Eu que não sei como vim parar aqui.
Meu vestido vermelho apagou-se, está rasgado, amassado. Alguem esteve aqui. Tenho sede, sinto dor.Ouço a chuva cair sobre meu peito, seu barulho dói.Vejo na calçada um vermelho que não está em mim, mas está porém, tão violado quanto o meu. É uma rosa, morta. Houve uma vida nela, houve uma vida em mim. Sinto pena dela, tão quieta em sua solidão sem brilho.Ela sabe que a toco, sei que ela sente meu toque. Diferentemente da rosa, não é o mundo que quer me derrubar, fui eu quem se jogou no chão. A culpa é minha, só minha.Encontrei o mal que procurei e não sei mais esconder.
Decidi que aqui imortalizo-me como a rosa imortalizou-se em seu vermelho doce. Nessas ruas vazias de verdade o rio é o único que segue um rumo. Ao rumo me entrego e termino por aqui.
Meu vestido vermelho apagou-se, está rasgado, amassado. Alguem esteve aqui. Tenho sede, sinto dor.Ouço a chuva cair sobre meu peito, seu barulho dói.Vejo na calçada um vermelho que não está em mim, mas está porém, tão violado quanto o meu. É uma rosa, morta. Houve uma vida nela, houve uma vida em mim. Sinto pena dela, tão quieta em sua solidão sem brilho.Ela sabe que a toco, sei que ela sente meu toque. Diferentemente da rosa, não é o mundo que quer me derrubar, fui eu quem se jogou no chão. A culpa é minha, só minha.Encontrei o mal que procurei e não sei mais esconder.
Decidi que aqui imortalizo-me como a rosa imortalizou-se em seu vermelho doce. Nessas ruas vazias de verdade o rio é o único que segue um rumo. Ao rumo me entrego e termino por aqui.
Lamarckismo.
Transformo esse desejo em palavras que aliviem a obsessão. Escrevo agora, não gasto grafite em letras perdidas e palavras desconexas que me vêm a mão quando mais te quero. Agora, nem sei quem és. Carrego o peso do teu impuro perfume em meu peito desesperado por sentir-te. Confesso para que saibas o quão absurda é essa anormal fixação. Ao leres essa entrega, logo saberás que é a você que me refiro. À você, o tão proibido você.
Ver meu vestido vermelho em tuas mãos é a única coisa capaz de saciar minha vontade, ou não. Por ti sinto sinto desprezo, sinto nojo, tenho horror, mas hei de transformar tudo o que sinto em um objetivo, ou melhor, um objeto. Exponho-me para que me cubras com teu pudor, há muito vulnerável. Se é impossível, pouco importa. Quanto mais inalcançável, mais cresce...
Ver meu vestido vermelho em tuas mãos é a única coisa capaz de saciar minha vontade, ou não. Por ti sinto sinto desprezo, sinto nojo, tenho horror, mas hei de transformar tudo o que sinto em um objetivo, ou melhor, um objeto. Exponho-me para que me cubras com teu pudor, há muito vulnerável. Se é impossível, pouco importa. Quanto mais inalcançável, mais cresce...
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