sexta-feira, 25 de julho de 2025

one of those motivational things

You must take the inward turn.

Not for isolation,

For love.

Love of yourself, 

of the girl you once were. 

You must honor your dreams

Not let the days pass by, high.

For the sake of life,

For the sake of living.

You must walk on the street and capture

The flowers

The houses

The heat.

You've felt what love is.

But now you get to meet

Unconditional self love.


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Encruzilhadas

 Encontros são milagres. Em cada vida que vivemos experimentamos cruzamentos que mudam nossa trajetoria irreversivelmente. Há poucos anos cruzei com Maria, que me levou a cruzar com Be, que me levou a cruzar comigo mesma. 

Gosto de pensar que aqueles que me encontram ficam com boas novas. Com bons sentimentos, boas sensações. Nem sempre consigo. Ano passado cruzei com uma cacheada que não deve ter coisas boas de mim. Principalmente por que a vida de repente me levou a cruzar com Anny, que era sua. Diferente dos cachos com Anny, eu escolhi deixar coisa boa na mão de Be. Queria que Anny tivesse me encontrado naquele dia. Quem sabe então a coisa boa com ela estaria.

Meu encontro com Be me mudou. Se Maria me acordou e me pôs a sentir e sonhar, Be me fez olhar pra mim mesma com os olhos dela. Não os olhos com óculos escuros que me pintavam feia, má, cruel, desleal. Os olhos nus de Be, seus olhos reais, que me enxergavam. Pena Be não soube que estava claro demais para usar óculos escuros. Eu sei, contradição. Mas é que olhar direto para o sol queima, com ou sem óculos. Sempre fui sol. Cega pela luz do sol, ela viu o que ali não estava, e então interferiu nos meus encontros.

O universo não gosta de quem busca controlar encontros. Não gosta de ser desafiado em sua capacidade de fazer conhecer. E então uma bela hora ele joga tudo pro alto, retira os bloqueios, limpa os caminhos. E assim acabou Be sozinha, e o encontro que ela tanto temia foi bem mais milagre do que se não tivesse sido proibido. 

A menina da casa precisava me encontrar. Eu precisava da menina da casa. Nosso encontro em comum com Be era bem mais em comum do que qualquer ser humano gostaria que fosse. A menina da casa então ficou. Abriu os braços e as portas e eu fui. E de repente me vejo rindo e sorrindo pra além dos limites de quem se achou grande demais e pensou poder controlar o destino. A menina da casa é troca e cuidado, então respiro uma nova amizade.

Não desejo a Be a solidão. Desejo encontros como o nosso, que transformam a vida. Mas que no próximo Be não brinque com o caminho. Não destrate quem não anda sozinha. Não olhe pro sol achando que vai apenas se alimentar de seu calor e energia sem se cegar. Que caminhe, Be, pela encruzilhada do destino. 

Eu sigo. Permaneço. Re-encontro Peixe, converso horas com Obra de Arte. Divido os dias com Maria, sou amada por Laís. Me permito ainda mais conhecer em um novo corredor, dentro de um elevador. Falo na rua, descubro semelhanças, exploro conexões. Construo pontes e desato nós.

Pouco importa o que fazem comigo, importa que eu siga maleável no destino e inabalável na fé. Fé de que a vida é feita de encontros e que cada um deles serve um porquê. Fé de que deixar o bem na vida de quem passso é deixar o bem pro universo. Fé nos meus passos e no meu Eu. Fé na magia. Fé no que me atravessa. Fé nas encruzilhadas da vida.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Poeminha para Anny

Eu bem procurava

Cabelos pequenos 

Olhos morenos

Sorriso cedendo.


Tal amiga queria

Calças compridas 

Corpo esculpido

Pés desatados.


Anda pelas ruas

Cachorro menino

Amigo querido 

Coração desvairado.


Pede um cafuné 

Sâo fios de seda

Sono pesado

Na cama nem penso.


Prova de tudo

Do fluxo da vida

Fluida ela é 

Menina e menino.


Cuidado carinho 

Amor gostosinho

Dá um abracinho

Uma amizade que só.


Teu sotaque é meu

Meu sorriso é teu,

Agradecida.

domingo, 6 de julho de 2025

ilusão

 Sonhei que nosso amor era de rufar tambor. Que sem querer a gente se re-apaixonava. Que a gente se amava. Sonhei com um amor na liberdade. Sem grandes acordos pois o óbvio consta. Não faria o que ela fez, estando naquele lugar. Onde estou, não sei o que fazer. Não me agrada todo esse poder. 

Sonhei que a gente se entrelaçava mais uma vez. Que a gente desaguava juntas. Sonhei com o que houve e o que achei que haveria. Nunca te quis só pra mim. Liberdade, disse você, disse eu. Confiança. Lealdade. Ao invés disso, mentiras e controles. Como se bonecas fossemos no seu jogo da vida. 

O que te dei não tem preço. E por isso mesmo o que cobrei foram palavras. Presença. Proteção. Ganhei silêncios, ausências, ataques. Pedi amizade, certeza, lealdade. Ganhei dor, dúvida e desconfiança. Olho pra trás e vejo o rastro de destruição. Não compreendo. O que você fez está além do meu entendimento. 

Sonhei com você correndo atrás dos sonhos, dando as mãos pra nós. Navegando relações com a facilidade que navega as mentiras. Sonhei, acordei. Você tem outra pessoa dentro de você que me acordou aos berros. Derrubando minha porta esbravejando. Confundindo liberdade de ação com liberdade de consequência. 

Se está doendo, que doa. Em mim arrancou um pedaço, manchou uma história, transformou sonho em pesadelo. Não sei nem como desatar esses nós. 

terça-feira, 1 de julho de 2025

versinho (2)

 Procuro um amor

Que não ache sufoco

Quando a gente quer estar junta.

Procuro um amor

Que seja amiga

Quando eu precisar de apoio.

Procuro um amor

Que queira muito 

Quando for o futuro

Ser feliz.

Procuro um amor

Mas não acho

Encontro pistas e pedaços

Amores muitos e secos

Procuro um amor

Molhado.