O sol toca minha pele, ilumina, queima. Dentro de mim fogo, fogo como nunca antes experimentei . Vontade, desejo, ódio, amor. Vontade de viver, de caminhar pelos caminhos ainda não feitos. Desejo de alcançar aquilo que não foi alcançado, que é meu. Ódio de quem me suga, quem me usa e mente, incapaz de pedir perdão. Amor por quem me nutre, quem me desafia a ser eu todos os dias, porque qualquer outra não seria por eles amada. Dizem que olhar pro verde por vários minutos gera dopamina. Sem dúvidas arder assim também. Todos esses hormônios revoltados, rebeldes que mal permitem respirar. Deixem-me ir, vou alimentar vocês. Se é isso que a configuração astral deseja, assim seja. Um calor, em pleno setembro, beirando outubro. Sinto que estou envolta nesse calor astral. Subo minha voz como o mundo tem subido a sua. Titânio. Sentir é força. É conectar sua alma a alma do mundo. Fraca é aquela que se enterra em negação da própria natureza. Ser titânio e ainda assim, arder. Subo no palco e a luz que me cega é a mesma que me guia e nutre. Pode atirar, vai. Vou espernear e gritar. E então vou te desprezar. Contenho multitudes e não posso parar. As vezes queria ainda mais. Ir nesse barco arder junto em defesa da vida. Mas entendo que meu lugar é aqui. Vou então gritar. Não me verão calar. Não me verão esfriar. Essa luz vai continuar crescendo a cada outro que encontrarei. Seja quem em mim atire, seja quem a mim abrace. Nós somos assim. Nós que vibramos com as ondas do mar, que carregamos as missões dos nossos antepassados. Nós que erguemos a voz sem dúvida da justiça dela. Nós que esperamos pra ver porque confiamos na humanidade. Nós que quando então vemos, explodimos. Tem sido uma longa jornada. Uma difícil jornada. Libertei a mim mesma para então poder me juntar a tarefa da libertação.
domingo, 28 de setembro de 2025
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
musas
Ainda lembro você
Se balançando devagar
Dizendo: adoro essa música
Tomando um café
Olhando lá fora.
Era primavera e ela
Foi minha primeira.
Dizendo: suficiente não sou
Já não falo daquela,
Falo dessa, que aqui não está.
Era verão e eu a vi
Pela primeira vez.
Dizendo: ela é minha mulher
Agora digo dessa,
Que minha não é.
Houve obra de arte
Houve peixe e aquário
Passaram tão rápido
Pouco deixaram
Pouco vivi.
Encontrei passarinha
Que não voa sozinha
Morando tão longe
Ficando difícil
voar pra lhe ver.
Ando procurando
Não estou achando
Onde está você?
Assinar:
Postagens (Atom)