quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Lamarckismo.

Transformo esse desejo em palavras que aliviem a obsessão. Escrevo agora, não gasto grafite em letras perdidas e palavras desconexas que me vêm a mão quando mais te quero. Agora, nem sei quem és. Carrego o peso do teu impuro perfume em meu peito desesperado por sentir-te. Confesso para que saibas o quão absurda é essa anormal fixação. Ao leres essa entrega, logo saberás que é a você que me refiro. À você, o tão proibido você.
Ver meu vestido vermelho em tuas mãos é a única coisa capaz de saciar minha vontade, ou não. Por ti sinto sinto desprezo, sinto nojo, tenho horror, mas hei de transformar tudo o que sinto em um objetivo, ou melhor, um objeto. Exponho-me para que me cubras com teu pudor, há muito vulnerável. Se é impossível, pouco importa. Quanto mais inalcançável, mais cresce...

2 comentários:

Anônimo disse...

aninha, escreve algo sobre um certo vestido vermelho, o tal que sempre aparece nos seus textos. Fiquei curiosa sobre ele.hahahaha
você sabe que eu adoro o que você escreve.
beeijo

Carlos Jr; disse...

Sou apenas mais um crente na história desse vestido vermelho de ilusão, penosamente queria vê-lo
xD