segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Texto Pílula, ou, F.

Sentado na varanda olhando o mundo girar. Somo tão inúteis. A vida é tão injusta, me foi dito. Não, ela não é. Eu que não quero me levantar daqui e me permitir a justiça. Estou apenas, vendo você ir embora. Se o que derramo são lágrimas, não sei por que choro. Você era tão linda, tão ausente. Lembro-me de quando te vi chegar, tão incerta em seus passos, tão contraditórios seus sorrisos. Mais uma que sabe bem o que quer, só não sabe por que. Foi embora. E voltou. E foi embora. Voltou. Foi... Espera, pára. E eu? Continuo. Cansei de dar adeus, mas ainda a beijo quando a vejo dá-lo. Outro dia a vi com outro. Pensei: bobo, mais um joguinho. Droga, acabou a rodada. Pra posição da qual saí, eu retorno. Ela já ganhou há tempos, não sei porque continua jogando. Dos meus devaneios me despeço e pego meu violão.

13 comentários:

Mau ! disse...

Nem lí.

WILLIAM ROCHA disse...

Inspirou-se legal lah, hen?

Tah muito bom!

Frederico disse...

Mto bom! Principalmente para um texto feito no celular... Parabéns!

obs: tem alguns erros de digitação, ou é charme? hehehe

Caique Rago disse...

Postagem bem legal viu...
bastante inspirador pra mim!
parabéns.

Mr. e Mrs. Ironia disse...

Inspiração feminina?

Bom texto

Unknown disse...

Como eu disse, tá no caminho certo...

Ana Luiza Valente disse...

Lucas Macedo: Depois é brochante escrever algo no celular ;D Muito bom, meu sono não se enganou ao ler o teu texto. Beijos!

Maysa disse...

Legal...

Continue assim...

Thaís Bandeira disse...

"Pensei: bobo, mais um joguinho. Droga, acabou a rodada."
Essa parte, para mim, foi a mais interessante.
Nesse teu texto, lembrei-me muito das indecisões e incertezas que temos durante a vida. E muitas vezes, por estarmos incertos, acabamos nos conformando com as coisas do jeito que estão, desistimos de lutar. Mas quando o fim se aproxima, o desejo contido deixa de ser mais um grito na multidão e passa a se tornar presente, realmente perceptível e aí tentamos lutar como podemos, ou ao menos dar o último adeus.

"Pra posição da qual saí, eu retorno."
Outra coisa que tanto acontece...

Nesses dois últimos textos, vejo que seus pensamentos seguem a linha do pensamento comum feminino e é interessante ver você narrando coisas do nosso cotidiano. Parabéns, pela enésima vez.

Hasso disse...

Bom texto, continue assim.


http://desastregrafico.blogspot.com

Anônimo disse...

Obrigado, Ana! :)

Você escreve muito também.

Cláudio Neves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudio Neves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.