Bocas, quantas bocas. Tantas palavras inúteis, desperdiçadas. Em minha cabeça as mesmas palavras se remendam, entrelaçam-se e se desfazem. Procuram um sentido e não o acham, preferem permanecer em sua vastidão ilógica. Lógico é o que sinto, confusa é a irracional razão que me afoga. Não entendo, mas ouço vozes, palavras, palavras, palavras...
Sozinha fico perdida numa mistura desinteressante de seres. Seres falantes, gritantes, exageradamente extremos.Nem sei mais por que escrevo, não sei como conecto tais letras e consigo vomitar palavras certas. Obrigada pela falta de ordem, assim faz mais sentido. Sabe-se lá o que eles querem dizer, eu prefiro calar tudo o que me atormenta. Uma confusão, profusão de gritos tresloucados. Quanto a mim, já não sei o que quero saber, não sei ser mais quem sei saber ser. Calem- se por favor, me deixem em paz, deixem minha mente gritar e sufocar esses barulhos insuportáveis que suas bocas deixam escapar.
4 comentários:
owww!! adorei a permanência constante da tua inconstâcia... ^^
A batalha interior...
ótimo!!
Há coisas que são melhores entendidas de cabeça para baixo ;)
Mais um belo texto seu. Deixarei uma mensagem para que possa refletir: "Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti."
"Nem sei mais por que escrevo, não sei como conecto tais letras e consigo vomitar palavras certas. Obrigada pela falta de ordem, assim faz mais sentido. Sabe-se lá o que eles querem dizer, eu prefiro calar tudo o que me atormenta"
adorei essa parte valente ;D
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