Com um pacote de pão-de-beijo e uma garrafa de vinho fui atrás do caos. Achei. Por alguns active minutes o coração bateu a 169. Sua boca também é pequena. Mas é pequena diferente, é de fazer bico. Mas tem também sorriso daqueles que dobram a bochecha. Seus olhos são verdes como o mar, me afundo, me afogam. Atrás de óculos. Mas os cabelos longos, escuros, que se enrolam entre meus dedos. Você me olhou como se aquela cozinha fosse um palco pra gente mostrar pro mundo que bateu. Como se em silêncio a gente estivesse gritando com o universo em agradecimento e ódio. É que não pode ser, você diz. Não dá. Diz não posso, você tem ele. Ainda assim me quis. Eu nem sei bem se querer encaixa no que eu senti. Eu desejei. Eu busquei. Eu fui. E a pequena boca continha o mundo. Meu pescoço, playground. Mãos entrelaçadas e a cabeça voando desligada. Os óculos que enfim embaçam. O riso sem jeito e os dois minutos, cinco minutos, o tempo todo e tempo nenhum. O forno quente do nosso lado e a vontade de estar em trajes mais tropicais. É que a gente se encontrou no frio, numa noite longa e cheia de acalento. A gente se encontrou você sorria, e o olhinho pequeno. Grande o suficiente pra me enxergar. Nosso blend não é tão bom assim, mas quem precisa de música quando eu só quero ouvir sua respiração. O blend vai melhorar, até por que já são 80%. O algoritmo é que não pegou o melhor de cada uma, talvez sabendo dos riscos de tamanho match. Sua respiração como ouvi ontem me disse que você também estava entre vigorous e peak. Talvez por isso você tenha medo. Não tenha, esquece o risco que move algoritmo. A gente é gente. Tem que viver. Sabe, é que eu fiz uma lista dizendo que eu não ia me permitir sentir menos do que o que senti há umas semanas. Não tem passo atrás. Não tem desvio nem volta. Você vai viver muitos active minutes. Sei que viveu. Ouvi seu olhar. Senti suas mãos. Ouvi seu ofegar. E o forno esquentando um pão-de-beijo.
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