Não me arrependo de te beijar.
Tenho medo de que quando o verão chegar
Você vá à praia com todos
E esqueça de me levar.
Te quero livre,
Te quero solta,
Te quero real,
É claro que te quero.
Primavera e nós com aliança.
Não me arrependo de assinar.
Tenho medo de quando julho vier
Você me esqueça novamente
Sem me dar a chance de dizer que está tudo bem.
Me quero viva,
Me quero voando,
Me quero eu.
Aprendi a me querer.
Flores e eu quero que você entenda,
Eu sou grande demais pra caber nas suas caixas.
Tenho medo de você não me enxergar.
Você com outras não machuca.
Você me usando, sim.
Nos quero múltiplas,
Nos quero rindo,
Nos quero entrelaçadas na cama.
Nos quero como somos.
Tulipas e cerejeiras e um rio entre nós.
Não me arrependo do amor que ontem declaramos.
Tenho medo de tanto, de tudo
Mas o que floresceu ano passado é espécie rara.
Por ser rara eu chorei, esperei, insisti.
Preciso da noite de ontem e de hoje
Preciso de uma mensagem e de silêncio
Preciso te ver do palco e do sofá
Preciso de muito e de nada.
Quinze primaveras que amei,
Mas nunca amei assim.
Acho que finalmente entendi
Todo o medo que você carrega.
Felizmente, Valente.
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