Minha solidão é uma pedra que teimosa recusa a se mover. Minha solidão é uma onça que na noite abocanha minha pequena vida. Minha solidão é uma plateia de desconhecidos me aplaudindo. Elogios de quem não me conhece. Vazio.
Minha solidão dói feito domingo a noite. Dói quando eu te vejo e imagino nunca ser sua. Dói quando vejo outras e sei que ali também não há lugar pra mim. Minha solidão dói feito quarta-feira de cinzas, com você um Carnaval.
Hoje me deixei quebrar, partir. Você brincando com ela. Sem cuidado. Se foi e o que era nosso ficou pra outra cuidar. Minha solidão é não ser ouvida. É assinar um papel como se uma lista de presença fosse. Nunca nem essas assinei sem lá estar.
Minha solidão é egoísmo. Meu egoísmo é meu colete salva vidas. Me prometi que não morreria de novo, e cada vez que te sinto, morro um pouco. Você sequer tem coragem de me dizer a verdade. Não há meio amor. Minha solidão é contra meios amores. Minha solidão é escudo.
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