quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Pequena em um Pequeno Sonho.
Mais uma vez que você veio sem eu te chamar. Eu estava atrasada, correndo para ir de novo embora. Já não era mais hora de ficar. Sentei, porém, e por ali conversei. Com tênis antigos eu te esperava sem saber. E você veio. Apareceu na porta, com alguém, mas logo deixou esse alguém para ficar comigo. Nem sei por que você veio pra mim e não ficou com ela. Ela era mais bonita, mais magra, mais diferente, tatuada e interessante. Eu continuava a mesma, sem expressão, sem graça, normal. Mas ainda assim você me quis por alguns instantes. Depois acho que até se perdeu na minha conversa e esqueceu que eu não era nada demais. Saímos dali, estava muito escuro, cheio, barulhento. Queríamos paz e luz pra nos vermos e nos entendermos. Procuramos lugares, procuramos chão, procuramos. Um lago surgiu de repente e nós que há horas já estávamos cansadas de falar buscamos um pedaço de grama pra sentar. As palavras não morreram, não morriam nunca. Agora eu te via de perto e te buscava. O tempo acelerara e eu não sabia mais como parar. Não sei o que aconteceu. E não sei no que deu. Esqueci talvez, preferi colocar no fundo da memória e embaçar as imagens. Não queria saber de nada que me surpreendesse, se é que algo me surpreende. Não escolhi o que sonhei, não se escolhe sonho. Mas sonhei, e foi bom te ver. Estou agora longe, e essa noite estive com você. Espero te encontrar de novo onde eu possa escolher as palavras, e espero que eu não acorde. Espero que em breve eu te veja de novo, e que não seja só sonho.
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Um comentário:
Por mais que você tenha ido, é bom saber que a sua literatura ficou.
De alguma forma, suas palavras ainda fazem tanto sentido. Sem irmos pra lugar nenhum, fomos a tantos lugares.
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