Não sabemos que fazemos, não sabemos que queremos, não somos o que queríamos. Em algum momento queríamos, e o que queríamos se perdeu totalmente. Não sabemos para onde vamos, não queremos ir à lugar algum. Somos tristes, somos frustrados, somos irrealizados, irreconhecíveis. Não somos jovens, somos grandes, somos grandes e chatos. Chatos e reformistas, não queremos mais nada. Não nascemos pra isso , não queremos mais além, não queremos incertezas. Somos insuportáveis. Eles nos enojam, nos enojam e nos cansam, nos enojavm, nos cansam e nos dão inveja. Nós queremos rabos-de-cavalo e mochilas, queremos correr pela escola, queremos chorar o amor perdido. Queremos voltar e ser diferente, queremos aproveitar mais, queremos construir de novo. Queremos re-conhecer nosso passado, re-enfrentar nossas escolhas e escolher de novo. Queremos coragem, coragem, coragem. Pra levantar, pra andar, pra correr. Coragem pra ir, pra mudar, pra saber. Coragem pra brincar. Então queremos vida, suplicamos por vida, por extase, pr novidade. Queremos risos, risos, risos! Queremos inocência e malícia, queremos sonhos. Queremos de novo.
Não buscamos, não tentamos, nos iludimos. Achamos ter razão, achamo-nos certos, achamo-nos decididos. Não. Queremos revolução, queremos movimento, queremos paixão. Somos sem graça, sisudos e donos de si, somos absurdos, resultados de um tempo em que fomos forçados a subir ao pódio e aceitar prêmios pelo que nunca quisemos. Somos pouco, pouco para nós mesmos. Sugamo-nos uns aos outros sem jamais nos satisfazer. Somos iguais a eles, somos a nova era, somos a última esperança. Somos o que não queremos ser, mas queríamos ser o que somos. E agora queremos ser mais, bem mais. Queremos ser excesso.
Um comentário:
Well, teremos que acabar essa conversa um outro dia... GREAT !
"Feel it when the sun is up and let the vibe in
Don't you feel the rain drops are near
You're the only tool to break the music
And your time is so useless
And your days are not of muse break."
;)
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